Devon Lee Carlson, influenciadora e cofundadora da marca Wildflower Cases, é retratada como uma das principais “It Girls” da geração Z — comparável ao papel de Alexa Chung para os millennials.

A matéria começa questionando o que significa ser uma It Girl hoje. Para a geração millennial, o termo remetia a figuras como Alexa Chung — cool, distante, levemente inacessível. Já para a Gen Z, Devon representa outra energia: mais gentil, mais “for the girls”, menos hierárquica.

Ela não é construída como um mito intocável, mas como alguém que parece próxima. A ideia central do texto é que Devon redefiniu o arquétipo.

A reportagem acompanha Devon durante a temporada de moda. Ela havia acabado de passar semanas intensas na Europa — incluindo o Venice Film Festival e o casamento de Charli XCX com George Daniel na Sicília.

Quando chega a hora da New York Fashion Week, ela está exausta e doente. Mesmo assim, mantém a agenda. O texto descreve o contraste entre o glamour das fotos e a realidade de cansaço, voos longos e até IV drip para aguentar o ritmo.

Há um olhar quase documental sobre o backstage da vida de influenciadora de alto nível.

Devon conheceu Charli XCX através de uma festa organizada por Dua Lipa. Seu namorado, Duke Nicholson (neto de Jack Nicholson), ela conheceu em um show de Lana Del Rey.

Essas conexões reforçam como ela transita naturalmente entre música, cinema e moda — mas a matéria enfatiza que isso acontece de forma orgânica, não estratégica.

A parte mais importante do perfil volta para o começo.

Devon cresceu em Newbury Park, na Califórnia. Depois de uma lesão que a afastou da dança, sua mãe teve a ideia de produzir capinhas de celular personalizadas. Assim nasceu a Wildflower Cases, fundada por ela, sua irmã Sydney e sua mãe.

O ponto de virada veio quando Miley Cyrus apareceu usando uma das capinhas. A marca viralizou. O que começou como algo feito em casa virou um negócio global.

Mas o texto destaca algo mais importante: a Wildflower não vende só capinhas. Vende identidade e pertencimento.

Muitas garotas relatam que reconhecer outra pessoa usando Wildflower vira motivo de amizade. É quase um código visual de comunidade.

Moda e front row

Hoje, Devon frequenta desfiles de casas como Saint Laurent, Valentino e Gucci.

Mesmo assim, ela admite sentir a “política de front row” — quem senta onde, quem é considerado relevante. Existe uma tensão silenciosa nesse ambiente, e o texto não romantiza isso.

Ela está dentro do sistema, mas não parece completamente confortável nele.


A persona pública vs. a pessoa real

A matéria também fala do canal dela no YouTube, onde publica vlogs longos, íntimos e sem grande produção. Diferente do Instagram polido, ali ela aparece mais crua.

O artigo sugere que é essa vulnerabilidade que sustenta sua influência.

Ela não performa superioridade. Ela performa proximidade.

 


Por que ela é “for the girls”

O título faz sentido no final: Devon não construiu uma imagem baseada em exclusividade agressiva, mas em acolhimento.

Ser uma It Girl hoje, segundo o texto, não é sobre ser a mais temida da sala — é sobre ser a mais desejada como amiga.

A conclusão implícita é que ela representa uma mudança cultural:
menos competição feminina, mais comunidade;
menos mistério distante, mais transparência estratégica;
menos gatekeeping, mais identificação.